100 anos da "Gran Vía de Madrid"

100 ANOS DA "GRAN VíA DE MADRID"

A Gran Vía de Madrid, primorosamente pintada por António Lopez entre 1974-1981, cumpriu recentemente um século de existência.

A Gran Vía é uma das principais ruas da cidade de Madrid, capital espanhola. Com início na "calle de Alcalá" segue até a "Plaza de España", sempre pontuada pelas actividades comerciais e de lazer, que a tornam uma das zonas mais turísticas da cidade. A sua maior característica seria, porventura, a concentração de muitos cinemas, que entretanto foram encerrando para dar lugar a outras actividades.

Agora, os mais atentos, perguntarão o que leva um artista a pintar uma rua durante 7 anos... Antonio López enquadra-se no hiperrealismo, neofigurativo, por isso esta obra é uma reprodução prácticamente exacta da Gran Via, até que os mais distraídos facilmente a confundirão com uma fotografia.

No entanto a reprodução exacta encera aqui para lá da reprodução directa, o paradoxo da simulação do desgaste do tempo, a concentração de momentos de uma paisagem, na reprodução  desta mesma paisagem urbana. Vários layers temporais sobrepõem-se em uma mesma plataforma, que antevê a sua utilização posterior com o seu anterior desgaste. 

O resultado é uma imagem que até faz doer. Será isto arquitectura pintada? Ao certo não o será, mas assim mesmo se revela uma cidade, com as suas histórias, momentos, desgastes e anseios.

Ver, Saber, Fazer e não Fazer

NOTA:
Guardas das entradas/rampas do estacionamento subterrâneo da Praça do Edifício Itália, Rua Júlio Diniz: 80 cm.

SLOGAN RUI RIO:
"O Porto em Primeiro".

DEDUÇÃO:
Igualdade para todos... Ou talvez não!

Ver, Saber e Fazer

NOTA:
Passeio da Casa da Música usado como estacionamento privado. Zona de Cargas e Descargas usada como estacionamento privado para funcionários.

SLOGAN RUI RIO:
"O Porto em Primeiro"


DEDUÇÃO:
Em primeiro... só para alguns!

Ver, Saber e não Fazer

NOTA:
Poste de iluminação, na praça da Casa da Música. Caído há cerca de dois anos.

SLOGAN RUI RIO:
"O Porto em Primeiro"


DEDUÇÃO:
Só falta saber... Primeiro em quê?

Fazer, fazendo vs Fazer, pensando...

NOTA:
Passadiços e Pavimentações em Praia Fluvial - em leito de cheia.

SLOGAN DA CÂMARA MUNICIPAL:
"Nunca se fez tanto em tão pouco tempo" 


DEDUÇÃO:
Tanto... E tão mal.

Fazer, fazendo vs Fazer, pensando


NOTA:
Reconstrução/Repavimentação do piso e colocação de novas guias... Eis o resultado.


SLOGAN DA CÂMARA MUNICIPAL:
"Nunca se fez tanto em tão pouco tempo" 

DEDUÇÃO:
Tanto... Tão mal e com tanta piada.

"Passeio com Johnny Guitar", 1995. João César Monteiro


"PROMENADE AVEC JOHNNY GUITAR"
Festival de Cannes (1996)
Nomeado para a Palma de Ouro pela melhor curta-metragem.

"Vindo, sabe Deus de aonde, o senhor João de Deus regressa a casa com um estilhaço na cabeça: trata-se, sem trepanação à vista, de um fragmento da banda sonora do filme chamado Johnny Guitar. A cidade amanhece, anunciando outros passeios. Dizem que o senhor Monteiro, alter ego do senhor de Deus, já foi visto a passear com um certo Nicholas Ray."

O "crime urbanístico"

A CRIAÇÃO DO "CRIME URBANÍSTICO"
EM MARCHA LENTA...

*"Foram visíveis as divergências sobre crime urbanístico e os impedimentos impostos aos titulares de cargos políticos durante o debate parlamentar, mas os 12 projectos (oito do CDS, dois do PCP, um do PSD, e um do Bloco de Esquerda) foram ontem aprovados na generalidade e baixaram à comissão eventual para a corrupção.

A criação do crime urbanístico (proposta pelo CDS e pelo BE) não convenceu PS e PCP que apontaram alguns defeitos aos projectos: a transferência de conflitualidade das câmaras municipais para os tribunais e a redundância com a legislação em vigor. O socialista Manuel Seabra considerou exagerada a proposta do BE: "Mandaríamos para a cadeia qualquer cidadão que construísse uma casa de banho numa zona histórica."

A proposta do Bloco prevê a penalização não só dos responsáveis políticos como técnicos (tal como a do CDS) que violem instrumentos de ordenamento do território (tal como a do CDS) mas também promotores da obra e a sua demolição. "O empreendimento está legal, fica. Foi construído com base em corrupção, vai abaixo", defendeu a bloquista Helena Pinto.

Para António Filipe, do PCP, a "violação do PDM e de outros instrumentos do ordenamento do território já está prevista na lei e prevê até a perda de mandato". Nuno Magalhães, do CDS-PP, vê na criação do crime urbanístico uma forma de "garantir o império da lei no âmbito dos licenciamentos e autorizações urbanísticas que resultam em certo tipo de operações imobiliárias".

Na intervenção em que defendeu os projectos do CDS, Nuno Magalhães foi desafiado pelo PSD a votar a favor do crime de enriquecimento ilícito (que não estava em discussão ontem). Para responder, o deputado centrista recorreu à opinião do presidente do Conselho de Prevenção da Corrupção, Guilherme d"Oliveira Martins, que apontou a inexistência de outros regimes jurídicos do género e uma provável inconstitucionalidade da proposta.

Divergência entre PCP, por um lado, e PSD e CDS por outro, deu também o tom ao debate sobre outra das propostas em discussão: as inelegibilidades. O PSD aperta a malha aos titulares de cargos políticos (desde os autarcas ao Presidente da República) no que toca aos impedimentos de concorrer a eleições, após uma condenação em tribunal por crimes graves. O CDS visa apenas os autarcas, numa proposta que impediria, por exemplo, Isaltino Morais de ter concorrido às autárquicas de 2009."


*Fonte/Notícia:
«Partidos divididos sobre crime urbanístico e impedimentos a políticos condenados »
in "Jornal Público" [Por Sofia Rodrigues], Link:
29.01.2010, [consultado em 2010-01-29].

Leia mais em:
http://www.smmp.pt/?p=6886

Flea Market - A Ladra do Norte

FEIRA DA LADRA
Vou lá estar, e... vou vender uns chapéus bem bonitos (à japonesa)! Apareçam.

http://www.thisisthespot.eu/

Praça de Santo Ildefonso, Porto. Arq. Fernando Távora



PROJECTO DO TÁVORA FICOU INACABADO
Notícia JN: Arquitecto pretendia reconstruir escadaria e colocar obelisco na Praça de Santo Ildefonso

"A reabilitação da Praça de Santo Ildefonso, no Porto, ficou pela metade. O arquitecto Fernando Távora desenhou a reposição da escadaria e do obelisco, onde se concentrou a guarda municipal para abafar a revolta republicana no dia 31 de Janeiro de 1891.

A obra, conduzida pela Sociedade Porto 2001, não seguiu à risca o projecto, que consagrava a colocação do obelisco e a reconstrução da escadaria, desmantelada em 1924, no local onde hoje se encontram um quiosque e duas lojas de vestuário. O obelisco sobreviveu à passagem dos anos, instalado ao lado da igreja.

O remate, outrora "barbaramente destruído" por estabelecimentos comerciais "sem qualquer sentido urbano ou urbanístico, mas que ainda hoje se conservam, minimizando a cidade, a sua memória e, portanto, a sua própria história", foi também ignorado na requalificação levada a cabo pela Porto 2001. O alerta partiu do arquitecto e vereador do PS na Câmara do Porto, Manuel Correia Fernandes. O socialista considera que cabe à Autarquia reparar o erro no ano em que se assinala o centenário da implantação da República em Portugal.

Mostrando duas imagens da maqueta original da Praça de Santo Ildefonso, tal como projectou Fernando Távora, o autarca procurou sensibilizar, na reunião do Executivo de ontem, a Maioria PSD/PP para a reconstrução da escadaria no enfiamento da Rua de 31 de Janeiro. Manuel Correia Fernandes propôs, então, que a Câmara se associe às comemorações da implantação da República, "promovendo a concretização imediata do projecto de reposição da escadaria e do obelisco de Santo Ildefonso". Seria, também, uma homenagem ao arquitecto falecido em Setembro de 2005.

O presidente do Município, Rui Rio, não afastou a hipótese de concluir a obra e garantiu que a solução será analisada."

Veja mais AQUI.

Fonte/Notícia:
«Projecto de Távora ficou inacabado»
in "Jornal Notícias" [Por Carla Sofia Luz], Link:
27.01.2010, [consultado em 2010-01-27].

Imagens:
«A Revolução Portugueza - O 31 De Janeiro»
in Bibliotheca Historica (Popular e Illustrada) III [Por Jorge D'Abreu], Link:
http://www.gutenberg.org/files/29484/29484-h/29484-h.htm
Porto 1891 - Edição da Casa Alfredo David 1912, [consultado em 2010-01-27].

Casa em Chur, Suiça 2003. Arq. Patrick Gartmann (CBG - Conzett, Bronzini, Gartmann)



CBG - CONZETT, BRONZINI, GARTMANN)
Sitio Online do Arquitecto:
Mais Informação:
Veja mais na revista: DETAIL 1+2 2006

Fotografias: Liapor, Olten

The xx - Basic Space



THE XX
Basic space open it
Don't look away when there's nothin'there

I'm setting us in stone
Piece by piece before I'm alone ...


Mais Informação:
http://en.wikipedia.org/wiki/The_xx
http://www.myspace.com/thexx

Reconstrução de uma Habitação, Chamoson. Suiça 2004/05. Arq. Laurent Savioz








LAURENT SAVIOZ, ARQUITECTO


Fotografias: Thomas Jantscher, Colombier/CH
Arq. Laurent Savioz Site: http://www.loar.ch/

Cursos superiores "à la carte "


AH AH AH (...)


Segundo o que saiu na comunicação social, para o próximo ano, as melhores universidades e politécnicos vão poder criar cursos sem pedir autorização. Assegurando o governo que no prazo de um ano todos os cursos superiores vão ser avaliados... Mas isso afinal não acontecia já?! Estão a falar de Portugal?!


"No próximo ano lectivo, os estudantes do ensino superior vão saber se os cursos que escolheram têm a qualidade mínima para funcionarem. Até Outubro de 2011, a Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior (A3ES) pretende ter todos os ciclos de estudo que existem acreditados previamente. Os que tiverem menos qualidade podem ser encerrados, enquanto os melhores poderão criar cursos sem pedir aval à tutela."


"Para já, a A3ES vai fazer uma acreditação prévia dos mais de quatro mil cursos existentes, decidindo se são acreditados, acreditados com condições ou não acreditados. O passo seguinte será avaliar os cursos que “suscitam mais dúvidas”, revela Alberto Amaral, presidente da A3ES, com visitas de avaliadores externos e peritos internacionais, durante os próximos dois anos.


No futuro, as universidades e politécnicos que revelem ter departamentos ou cursos que se aproximam da excelência podem ser dispensados da acreditação prévia e ter autonomia para criar novos cursos, admite Alberto Amaral, ex-responsável do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES). Essa responsabilidade será monitorizada pela A3ES e, caso as instituições baixem a qualidade do ensino oferecido, ou “façam asneiras, nessa altura, perderão esse benefício e passarão ao sistema corrente”, prevê.


É preciso definir os indicadores de desempenho para garantir condições de excelência. Essa discussão começará nas próximas semanas com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e a Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP) com o objectivo de criar um Sistema Interno de Garantia de Qualidade, ou seja, a criação de uma espécie de mini-agências a funcionar dentro das instituições, que serão “as primeiras responsáveis pela qualidade” do ensino ministrado e pela sua melhoria. A intenção é que comecem a funcionar no final de 2010/2011.


Com o sistema anterior, desenvolvido pelo extinto Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES), a avaliação demorava muito tempo porque anualmente eram avaliadas determinadas áreas de estudo, com auto-avaliações, visitas e entrevistas com os peritos, um relatório final com direito a contraditório. Com a intenção da A3ES de criar os sistemas internos nas instituições, a acreditação e avaliação pode “entrar em velocidade de cruzeiro”, acredita Amaral, pois os cursos serão mais rapidamente avaliados.


Flexibilidade na avaliação


Até ao final de Dezembro, as instituições públicas e privadas apresentaram os pedidos de acreditação para os novos cursos. Ao todo foram entregues 330, fazendo descer para um terço o número de pedidos, quando comparados com os apresentados o ano passado à Direcção Geral do Ensino Superior (cerca de 900). Esse decréscimo deve-se ao processo de Bolonha estar a chegar ao fim, ou seja, nos anos anteriores entraram muitos pedidos porque todos os cursos estavam a ser adaptados a Bolonha.


A avaliação destes pedidos será realizada por peritos nacionais e estrangeiros. Agora, as universidades têm até Março e os politécnicos até Abril para apresentarem os pedidos de acreditação prévia dos cursos já existentes, mais de quatro mil. Os critérios de garantia de qualidade são “mínimos” e passam por observar se o ter corpo docente é qualificado, faz investigação, se as instalações são adequadas, qual o número de alunos inscritos, se tem condições aceitáveis de empregabilidade e um índice de mobilidade internacional.


Depois desta primeira acreditação, quando os cursos começarem a ser avaliados é que a A3ES vai definir qual a “medida” para cada critério. Uma das críticas que a APESP levanta a este processo é precisamente desconhecer-se qual o peso de cada item. “O que importa saber é se a agência foi criada no sentido pedagógico da qualidade, isto é, de ajuda às instituições para melhorarem ou se, por outro lado, foi criada com um intuito inquisitório”, refere Miguel Copetto, director-executivo.


“Não há rigidez. Se assim não fosse, fechava quase tudo”, desabafa Alberto Amaral. “Porque é que não fixamos padrões gerais? Porque há áreas onde não há quadros qualificados suficientes”, explica o antigo reitor da Universidade do Porto. Alguns exemplos: Direito, Arquitectura, Artes, Ciências da Saúde não têm doutorados como na Física ou na Química, onde 80 a 90 por cento do corpo docente tem o doutoramento. “Claramente que quando chegarmos a tomar decisões isso vai ser tomado em consideração e ou vamos acreditar sem problemas ou ver que é tão mau que não há alternativa de continuar, ou acreditar condicionalmente”, abrindo a oportunidade às instituições para melhorarem.


Apesar de todas as instituições contactadas pelo PÚBLICO recusarem-se a fazer previsões, algumas temem que existam cursos que possam não receber a acreditação. E nem vale a pena tentar traçar o retrato-robot das que podem vir a sofrer essa penalização pois há escolas pequenas, no interior do país com corpo docente de excelência, argumenta Sobrinho Teixeira, presidente do CCISP. “As instituições não querem tomar a decisão de fechar, haver uma entidade externa pode ajudar a melhorar a oferta educativa”, conclui Maria de Lurdes Correia Fernandes, vice-reitora da Universidade do Porto. Nas últimas semanas, o PÚBLICO tentou ouvir o CRUP sem êxito."


Fonte/Notícia:
«Melhores universidades e politécnicos vão poder criar cursos sem pedir autorização»
in "Jornal Público" [Por Bárbara Wong], Link:
http://publico.pt/1419307
22.01.2010 - 22:00, [consultado em 2010-01-22].

Complexo Paroquial "Stella Maris". Porto Recanati. Arq. Corrado Scagliarini






DÉJÀ VU

Não será isto mais um ataque da Gripe REM KOOLHAAS CM ?!

"Nuove Chiese Italiane 5 - 21 PROGETTI IN CONCORSO"
Complexo Paroquial "Stella Maris". Porto Recanati

Gladstone Gallery 21st Street, New York. Selldorf Architect






SELLDORF ARCHITECT

Mais informação:
http://www.selldorf.com/
http://www.selldorf.com/selected_projects/art/barbaragladstone2.htm

Museu de Arquitectura Insel Hombroich, Neus. Alemanha 05/08. Arq. Álvaro Siza Vieira







ÁLVARO SIZA / RUDOLF FINSTERWALDER

*"The Insel Hombroich Foundation and Alvaro Siza are made for each other. The island of Hombroich, an extraordinary post-military landscape in the Ruhr Valley in Germany, is populated by strange brick pavilions that are elemental excursions on geometric form, light, plane and weather. These pavilions were made for collector Karl-Heinrich Muller, to display his eclectic art collection (including work by Yves Klein, Kurt Schwitters, and Hans Arp, as well as antique objects and sculpture) in the most unique of circumstances.

German sculptor Erwin Heerich began the first phase of buildings for the Insel Hombroich Foundation in 1982, Heerich's work is strongly related to the formal interests of modernism, often played out in his early investigations of isometric drawing. The resulting pavilions at Hombroich are building-scale manifestations of these isometric experiments. All are made from a mottled red brick, minimally detailed, with some open to the elements in various ways and others closed with paintings within.

The atmosphere of Heerich's original pavilions is amazing. There is no signage, no docent, no one to direct you in a particular route. The pavilions themselves have a roughness and informality; despite their highly geometric forms. Heerich completed 15 of them at Hombroich before his death in 2004.

Latterly, the Insel Hombroich Foundation has begun to involve a wider group of international artists (including Per Kirkeby Katsuhito Nishikawa and Eduardo Chillida) and architects (including Raimund Abraham, Tadao Ando and Siza) in its further development. In 1994, the foundation bought an adjacent former missile base, and, going by the unfortunate jargon title of Spaceplacelab ('Raumortlabor'), this is now something of an architectural zoo compared to Heerich's original development of pavilions.

Perhaps the best building in this second phase, and certainly the most Hombroich-like, is Siza's architecture museum, completed in collaboration with Bavarian architect Rudolf Finsterwalder. The project began in 1995, when Finsterwalder was working in Siza's office in Porto, but was delayed, and finally began again in 2006, progressing very quickly until its completion last year. The revised pavilion retains the same basic form as the original, but is on a different site, and has a completely different internal layout. The original programme was to have been an institute for biophysics, and the pavilion will now be an architecture museum and photography archive.

The collaboration was genuine and involved. The planning of the building was done by Finsterwalder's office in Germany, and he also supervised construction. Siza visited the site several times, and Finsterwalder travelled to Porto every three months during the construction period. Finsterwalder says: 'It was important to me not to build quickly and not to do a weak Siza. But you can see that he worked a lot on the project - I'm very happy with the details.'

Siza's is made of the same brick as the Heerich pavilions, expressed similarly in its details, and with a similar zinc-coated steel roof. But it is less a geometrical asteroid, and much more a landscape-related and typological building. It consists of two parts. The first, larger one is U-shaped, like three sides of a courtyard, and will contain the exhibition spaces. It is connected by a long wall to another volume of accommodation, which will contain a photography archive.

The U-shaped main volume is entered from a white stone portal. Inside are museum spaces, intended for the display of architecture. Once you enter the building, you have to turn twice in order to see the landscape again - a very Siza-esque sequence. Inside, the details are rich and executed in a loving manner. The timber ceiling is solid 30mm oak and is part of the structure of the roof together with the glulam beams."

Texto:

Mais informação:
www.inselhombroich.de
http://nl.wikipedia.org/wiki/Museum_Insel_Hombroich
http://www.finsterwalderarchitekten.com/

Consulte a Revista:
Casabella N. 784 (2009), p. 82-91

Fotografias: Duccio Malagamba

Morreu Agostinho Ricca, Arquitecto.


MORREU AGOSTINHO RICCA
(Porto, 9 de Julho de 1915 - Matosinhos, 17 de Janeiro de 2010)


O arquitecto Agostinho Ricca, morreu domingo, com 94 anos.


Saiba mais:

"Um terço dos portugueses sem meios para ter casa quente"


PORTUGAL, UM PAÍS RICO REPLETO DE POBRES
35% dos Portugueses sem recursos para manter a casa quente


Portugal é actualmente, ao contrário do que muitos portugueses possam pensar, um dos países mais ricos do planeta; Portugal ocupa a 34.ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas, abaixo da média da União Europeia (UE) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa (OCDE) é certo, mas obviamente uma posição confortável - para um país com uma democracia jovem.

O Produto Nacional Bruto gerado por este nosso país, que é o mesmo que dizer pelos seus habitantes e empresas no geral - segundo a CIA -, era em 2008 de 22 200 dólares, no total um PIB de 232 bilhões (2007 est.) de dólares. O que nos coloca perto do 50º lugar, entre um total de 227 países que existem no Planeta. Muito à frente do grupo de países relativamente ricos, de países relativamente pobres e de países muito pobres.

E para todos os efeitos são considerados países muito ricos os 62 países com maior PNB/habitante. Portugal é um país rico e podero.

Para além desta situação económica, Portugal tem a felicidade de se situar num contexto territorial francamente favorável, quer no clima ameno que nos proporciona, quer na estabilidade social e política que deste advêm. Somos um membro de pleno direito da União Europeia e seremos com certeza o país com menos problemas sociais associados a estigmas de um passado recente. Uma cultura e história ímpar, um património colossal.

Somos e temos muito, mas na realidade falta-nos ainda muito para sermos aquilo que deveriamos ser: "nós". Em Portugal o "nós" não existe; "o nós ainda não existe". A nossa inoperância, resignação, futilidade, espírito inculto e corruptível, conduz o nosso país rico para uma pobreza paradoxal, em que nós próprios somos o único problema.

Não admira por isso que tenhamos das maiores taxas de pobreza da Euro Unida, das maiores desigualdades sociais, com ricos e muito ricos e, uma grande maioria a viver na finura de um salário miserável. Entre Mercedes e Ferraris, políticos e empresários, obras megalómanas e lobbies surgem 10% de desempregados, assalariados pobres, desigualdade no acesso real a saúde e ao ensino de qualidade e, imagine-se - confirma-se agora - a incapacidade de manter a casa quente.

Este ultímo facto, é nos dado pela análise da taxa de privação material, um indicador que o Comité de Protecção Social criou para medir a exclusão social. Dados divulgados ontem pelo Eurostat - "a antecipar a conferência de abertura do Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a acontecer quinta-feira, em Madrid, sob a orientação da Comissão Europeia e da presidência espanhola da UE" - e publicados em vários jornais nacionais:


"A fórmula é nova. Implica constrangimento severo para três de nove capacidades: fazer face a despesas imprevistas; pagar uma semana de férias por ano fora de casa; honrar empréstimos; fazer uma refeição com carne ou peixe ou vegetal equivalente de dois em dois dias; manter a casa quente; ter uma máquina de lavar, uma TV a cores, um telefone ou um carro próprio.

A taxa de privação material estava em 2008 nos 17 por cento, mas havia grande disparidade no espaço comunitário - quatro no Luxemburgo a 51 na Bulgária, um desvio muito mais acentuado do que o da taxa de risco de pobreza, que, embora também estivesse nos 17, oscilava entre os 26 na Letónia e os nove na República Checa. Portugal pontuava 23 numa e 18 noutra.

Dez por cento da população da UE não conseguia ter a habitação suficientemente quente. Portugal liderava esta falta (35 por cento), seguido de perto pela Bulgária (34). O problema quase não se colocava nalguns países frios, como a Noruega, a Suécia, a Estónia e o Luxemburgo (um). Era, no entanto, sério em Chipre (29), na Roménia (25), na Lituânia (22), na Polónia (20) e na Letónia (17), onde os termómetros também descem muito abaixo de zero.

"Isso é um indicador muito relevante para países frios", advoga Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social. Parece-lhe ajuizado relativizá-lo por cá, embora nele caibam pessoas com orçamentos que não permitem grandes gastos de electricidade ou gás. Em Portugal, os edifícios nem eram construídos a pensar nos humores do Inverno - só há pouco o país avançou para a lareira, para o recuperador de calor, para o aquecimento central.

A distância da média europeia também se cava no não poder custear uma semana de férias fora de casa: 64 por cento dos portugueses não podiam fazê-lo, um valor só superado pela Roménia (76), pela Hungria (67) e por Malta (65), seguidos de perto pela Polónia (63), pela Lituânia (60) e pela Bulgária (59) - todos bem acima da média europeia (37).

A noção de privação parece alterar-se quando se olha para a capacidade de ter carro próprio. Neste campeonato, Portugal estava na média da UE: nove por cento. As maiores carências registam-se nos países do alargamento, que só há pouco tiveram acesso facilitado a esse tipo de bem.

A boa notícia emana da mesa. Quatro por cento dos portugueses não tinha hipótese de comer carne ou peixe ou o equivalente vegetariano a cada dois dias, quando a média europeia se situava nos nove. O sinal de alimentação equilibra alegra Edmundo Martinho, mesmo admitindo que por cá alimentos como o peixe não alcançam os preços de países sem pesca.

A comparação europeia não envergonha o coordenador nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza: "Há valores que temos de baixar, mas a taxa de risco de pobreza na UE passou de 16 para 17 e nós baixámos para os 18." A taxa de risco de pobreza tem como base o rendimento médio mensal por adulto equivalente - em 2007, ano ao qual reportam os rendimentos em análise, o limiar de pobreza em Portugal correspondia a 406 euros por mês.

A pobreza extrema é hoje a maior preocupação do planeta. Pelo menos assim ditam 71 por cento de 25 mil inquiridos entre Junho e Outubro de 23 países da Ásia, das Américas e da Europa. Com a crise, não há quem não preveja aumento. "Para os países desenvolvidos, é uma questão de postos de trabalho e de crescimento económico. Para muitos países pobres, é a dor lancinante de milhões de pessoas que passam fome e ficam doentes", comentou o presidente do Banco Mundial, citado pela Reuters."

Fonte/Notícia:
«Um terço dos portugueses não consegue aquecer a sua casa»
in "Jornal Público" [Por Ana Cristina Pereira ], Link:
http://publico.pt/1418522
20 Janeiro 2019, [consultado em 2010-01-19].

Linha de metro vai atravessar Parque da Cidade à superfície


METRO DO PORTO - LINHA DO CAMPO ALEGRE

"O metro deverá mesmo atravessar o Parque da Cidade do Porto à superfície, para ligar S. Bento a Matosinhos-Sul. O Estudo de Impacto Ambiental da Linha do Campo Alegre, pedido pela Metro do Porto, deixa de fora outras soluções para cruzar o espaço verde."

"Embora tenha sido ponderada a possibilidade de atravessar o Parque da Cidade através de uma solução em viaduto, optou-se pelo atravessamento à superfície", pode ler-se no resumo não técnico do estudo de Impacto de Ambiental, que se encontra em discussão pública até ao dia 22 de Fevereiro. A possibilidade de enterrar a linha no parque não foi sequer tida em conta no estudo.

O texto também dá como assente o enterramento do canal na Rua de Brito Capelo, em Matosinhos, seguindo a vontade da Autarquia, mas prevê a transformação de toda aquela artéria em zona pedonal (ler texto ao lado).

Fonte da Metro do Porto garantiu ao JN que nada está decidido. Mas assumiu que a empresa pediu um estudo com uma solução à superfície para o Parque da Cidade e outra enterrada para Matosinhos-Sul porque entendeu serem as mais acertadas e para que as indefinições naqueles troços não atrasassem mais o lançamento do concurso. No início do mês, o presidente da Metro, Ricardo Fonseca, admitiu que o concurso para a segunda fase da rede, na qual se inclui a linha do Campo Alegre, poderá avançar em Abril.

Se a Câmara do Porto não aceitar o atravessamento à superfície no Parque da Cidade - a aprovação do Executivo é indispensável para o lançamento do concurso - terá de ser feito um aditamento ao estudo de impacto ambiental específico para aquele troço, referiu a Metro do Porto.

O estudo, de Dezembro de 2009, conclui que com o traçado à superfície "consegue-se uma valorização muito interessante de um espaço que ainda não foi absorvido pelo Parque e que está no exterior do seu projecto original". O metro deverá seguir em vale, próximo do mar, protegido por encostas e muros de contenção. Estão previstas duas travessias sobre a linha e passagens de nível na zona da estação, que ficará próxima do Castelo do Queijo.

A estação do Parque e a do Fluvial serão as únicas a céu aberto. A linha será construída maioritariamente no subsolo, mas arranca à superfície, num troço de 200 metros. Depois enterra na estação de Matosinhos-Sul e segue até ao Parque da Cidade, cruzando a Praça Cidade S. Salvador (rotunda da anémona), sempre debaixo de terra. Emerge no parque e volta a afundar antes de cruzar a Avenida da Boavista, onde seguirá no subsolo da futura via Nun' Alvares. As composições só voltam a ver a luz natural na zona do Fluvial, onde o túnel era impossível devido à passagem da ribeira da Granja. A linha volta a enterrar antes de chegar à estação de Lordelo e assim continua até um pouco depois da estação Faculdade de Letras. Ali será construído um viaduto para o metro passar sobre a Rua de D. Pedro V e o vale da Rua dos Moinhos, após o qual volta a enterrar até S. Bento."

Fonte:
"Linha de metro vai atravessar Parque da Cidade à superfície"
in "Jornal de Notícias" [Por INÊS SCHRECK],
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1473968
20 Janeiro 2010, [consultado em 2010-01-20].

Morreu Éric Rohmer


ÉRIC ROHMER, CINEASTA FRANCÊS
(Nancy, 4 de abril de 1920 — Paris, 11 de janeiro de 2010)


Morreu esta segunda-feira, aos 89 anos, o cineasta francês Eric Rohmer (Jean-Marie Maurice Schérer), um dos nomes fundamentais da geração da Nouvelle Vague. Em 1959, realizou a sua primeira longa metragem, Le Signe du Lion (O Signo de Leão).

Mais informação em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eric_Rohmer
http://en.wikipedia.org/wiki/Éric_Rohmer
http://www.imdb.com/name/nm0006445/

The Freeconomy Community


THE FREECONOMY COMMUNITY

"The Freeconomy Community's aim is to help reconnect people in their local communities through the simple act of sharing. Not only is sharing our resources better for the environment, it saves you money and builds friendships with those people who live closest to you. It is what we call a WIN-WIN-WIN situation.

Everything is shared for FREE on Freeconomy, and no money changes hands between members.

We do not use advertising, we receive no donations or income from the website and it is completely free to join, forever. Why? Just for the love of it!"


Um pouco à semelhança do "Banco de Tempo", esta é uma tentativa de abolir o dinheiro nas relações sociais, de modo a criar a base de uma sociedade mais generosa, menos consumista, no fundo mais humana, cumprindo-se. Para tal é preciso acreditar na partilha, na parcimónia, na interdependência, e no princípio básico que todos temos algo para oferecer, e trocar.

Conectados forma-se consequentemente uma rede social, local, de intercâmbios de bens e serviços, negociados sem uso de moeda e sem o objectivo de lucro.

As Grandes Pirâmides de Bósnia. Verdade ou Mentira?


Segundo Semir Osmanagic, responsável pelas escavações e teoria, existiram pirâmides na actual região da cidade de Visoko, na Bósnia. Pirâmides ainda mais imponentes que as do antigo Egipto... O assunto é polémico e tem causado as mais variadas críticas. O certo é que também na China, estudos realizados apontam para a existência de antigas pirâmides neste territótrio... Descobertas que podem reescrever a história.

Tarra Tower, Almere - Holanda 2002. MVRDV




Mais informação em:

http://www.mvrdv.nl/#/opslag/51tot100/098parkrandbuilding/
http://www.archiweb.cz/buildings.php?type=1&action=show&id=2317

Fotografias retiradas do seguinte sitio online (06dez.2010):
http://www.mvrdv.nl/

Bug Dome, Shenzhen - China 2009. WEAK! (Arq. Marco Casagrande, Roan Ching-yueh, Hsieh Ying-chun)






Mais informação em:

Fotografias retiradas do sitio online (em 06 Dez. 2010):

Dubai. Inaugurada torre mais alta do mundo


BURJ DUBAI, 828 METROS
A torre mais alta do Planeta

O Dubai inaugurou, esta segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010, o arranha-céus Burj Dubai. Uma construção com 828 metros de altura, que ainda em construção já era considerada a maior torre do Planeta. Ultrapassando a torre "Taipei 101", em Taiwan, com "apenas" 508 metros.

Pode ser vista a 100 quilómetros de distância; tem 160 andares e 160 suites de luxo... Agora só falta vendê-los.

Fotografia:
Associated Press
http://www.ap.org/

"Brincar na Rua"


BRINCAR NA RUA

"Carlos Neto, professor na Faculdade de Motricidade Humana, fala do crescente analfabetismo motor e explica por que razão brincar na rua tem um papel insubstituível. Para todos."

Fonte:
"Brincar na Rua
", Entevista a Carlos Neto
in "
Notícias Magazine nº759" [Por Carla Maia de Almeida],
http://www.scribd.com/doc/20281320/Brincar-na-rua
10 Dezembro 2006, [consultado em 2006-12-10].


2010


01 - 01 - 2010


Quando era piralho, a escola primária que passei a frequentar, na terra dos meus pais - depois de retornar à Lusitania com os meus irmãos -, era tão "suave" como todas as outras escolas. Tão igual - agora sei - a todas as outras que povoam, de um modo ou outro, as recordações infantis desse cenário imaginário de um Portugal distante.

Era branca com cunhais em granito rude, mas perfeitamente cinzelado; esmero que se destacava mais no arco de entrada, mais alto do que largo, mas mesmo assim estreito. A sala era povoada por pequenas mesas de madeira com buracos e dobras para coisas e afins; com tampos de madeira e pés metálicos, nos quais encaixavam num só gesto os bancos que partilhavamos com um colega certo, nem sempre o mais certo.

Do chão em soalho gasto, com os veios cavados, ressaltava a pequena elevação, de um degrau, que guarnecia uma mesa maior e um quadro preto. No outro extremo uma parede, iluminada por várias janelas laterais... E ao olhar para trás - desde a mesa que partilhava, bem no meio da sala - lá encontrava pendurado, impávido e sereno, um calendário pendurado, na nossa "retaguarda".

Era um calendário que antecipava o longínquo ano 2000; que já não sei bem com que palavras, ou com que pensamentos, me fascinava ao pensa-lo assim mesmo, longínquo. A minha escola era branca, e a minha sala tinha um calendário do ano 2000.

E assim "dobrado" o ano 2010, recordo-me desta engraçada ironia, de ter já em criança o futuro pelas costas.

A crise do espírito (1919), de Paul Valery (1871-1945)

"Nós, civilizações, sabemos agora que somos mortais. Tinhamos ouvido falar de mundos inteiros desaparecidos, de Impérios que se afundaram com todos os seus homens e máquinas, perdidos na indevassável profundidade dos séculos, com Deuses e leis, academias e diccionários (...) Agora vemos que o abismo da histórria é suficientemente amplo para que nele caiba a totalidade do mundo. Sentimos que uma civilização tem a mesma fragilidade que a vida."


LA CRISE DE L’ESPRIT

PREMIÈRE LETTRE

"Nous autres, civilisations, nous savons maintenant que nous sommes mortelles.

Nous avions entendu parler de mondes disparus tout entiers, d’empires coulés à pic avec tous leurs hommes et tous leurs engins; descendus au fond inexplorable des siècles avec leurs dieux et leurs lois, leurs académies et leurs sciences pures et appliquées, avec leurs grammaires, leurs dictionnaires, leurs classiques, leurs romantiques et leurs symbolistes, leurs critiques et les critiques de leurs critiques. Nous savions bien que toute la terre apparente est faite de cendres, que la cendre signifie quelque chose. Nous apercevions à travers l’épaisseur de l’histoire, les fantômes d’immenses navires qui furent chargés de richesse et d’esprit. Nous ne pouvions pas les compter. Mais ces naufrages, après tout, n’étaient pas notre affaire.

Élam, Ninive, Babylone étaient de beaux noms vagues, et la ruine totale de ces mondes avait aussi peu de signification pour nous que leur existence même. Mais France, Angleterre, Russie... ce seraient aussi de beaux noms. Lusitania aussi est un beau nom. Et nous voyons maintenant que l’abîme de l’histoire est assez grand pour tout le monde. Nous sentons qu’une civilisation a la même fragilité qu’une vie. Les circonstances qui enverraient les œuvres de Keats et celles de Baudelaire rejoindre les œuvres de Ménandre ne sont plus du tout inconcevables : elles sont dans les journaux.

Ce n’est pas tout. La brûlante leçon est plus complète encore. Il n’a pas suffi à notre génération d’apprendre par sa propre expérience comment les plus belles choses et les plus antiques, et les plus formidables et les mieux ordonnées sont périssables par accident; elle a vu, dans l’ordre de la pensée, du sens commun, et du sentiment, se produire des phénomènes extraordinaires, des réalisations brusques de paradoxes, des déceptions brutales de l’évidence.

Je n’en citerai qu’un exemple : les grandes vertus des peuples allemands ont engendré plus de maux que l’oisiveté jamais n’a créé de vices. Nous avons vu, de nos yeux vu, le travail consciencieux, l’instruction la plus solide, la discipline et l’application les plus sérieuses, adaptés à d’épouvantables desseins.

Tant d’horreurs n’auraient pas été possibles sans tant de vertus. Il a fallu, sans doute, beaucoup de science pour tuer tant d’hommes, dissiper tant de biens, anéantir tant de villes en si peu de temps; mais il a fallu non moins de qualités morales. Savoir et Devoir, vous êtes donc suspects?


Ainsi la Persépolis spirituelle n’est pas moins ravagée que la Suse matérielle. Tout ne s’est pas perdu, mais tout s’est senti périr.

Un frisson extraordinaire a couru la moelle de l’Europe. Elle a senti, par tous ses noyaux pensants, qu’elle ne se reconnaissait plus, qu’elle cessait de se ressembler, qu’elle allait perdre conscience — une conscience acquise par des siècles de malheurs supportables, par des milliers d’hommes du premier ordre, par des chances géographiques, ethniques, historiques innombrables.

Alors, — comme pour une défense désespérée de son être et de son avoir physiologiques, toute sa mémoire lui est revenue confusément. Ses grands hommes et ses grands livres lui sont remontés pêle-mêle. Jamais on n’a tant lu, ni si passionnément que pendant la guerre: demandez aux libraires. Jamais on n’a tant prié, ni si profondément : demandez aux prêtres. On a évoque tous les sauveurs, les fondateurs, les protecteurs, les martyrs, les héros, les pères des patries, les saintes héroïnes, les poètes nationaux...

Et dans le même désordre mental, à l’appel de la même angoisse, l’Europe cultivée a subi la reviviscence rapide de ses innombrables pensées : dogmes, philosophies, idéaux hétérogènes; les trois cents manières d’expliquer le Monde, les mille et une nuances du christianisme, les deux douzaines de positivismes : tout le spectre de la lumière intellectuelle a étalé ses couleurs incompatibles, éclairant d’une étrange lueur contradictoire l’agonie de l’âme européenne. Tandis que les inventeurs cherchaient fiévreusement dans leurs images, dans les annales des guerres d’autrefois, les moyens de se défaire des fils de fer barbelés, de déjouer les sous-marins ou de paralyser les vols d’avions, l’âme invoquait à la fois toutes les incantations qu’elle savait, considérait sérieusement les plus bizarres prophéties; elle se cherchait des refuges, des indices, des consolations dans le registre entier des souvenirs, des actes antérieurs, des attitudes ancestrales. Et ce sont là les produits connus de l’anxiété, les entreprises désordonnées du cerveau qui court du réel au cauchemar et retourne du cauchemar au réel, affolé comme le rat tombé dans la trappe...

La crise militaire est peut-être finie. La crise économique est visible dans toute sa force; mais la crise intellectuelle, plus subtile, et qui, par sa nature même, prend les apparences les plus trompeuses (puisqu’elle se passe dans le royaume même de la dissimulation), cette crise laisse difficilement saisir son véritable point, sa phase.

Personne ne peut dire ce qui demain sera mort ou vivant en littérature, en philosophie, en esthétique. Nul ne sait encore quelles idées et quels modes d’expression seront inscrits sur la liste des pertes, quelles nouveautés seront proclamées.

L’espoir, certes, demeure et chante à demi-voix :
Et cum vorandi vicerit libidinem
Late triumphet imperator spiritus

Mais l’espoir n’est que la méfiance de l’être à l’égard des prévisions précises de son esprit. Il suggère que toute conclusion défavorable à l’être doit être une erreur de son esprit. Les faits, pourtant, sont clairs et impitoyables. Il y a des milliers de jeunes écrivains et de jeunes artistes qui sont morts. Il y a l’illusion perdue d’une culture européenne et la démonstration de l’impuissance de la connaissance à sauver quoi que ce soit; il y a la science, atteinte mortellement dans ses ambitions morales, et comme déshonorée par la cruauté de ses applications; il y a l’idéalisme, difficilement vainqueur, profondément meurtri, responsable de ses rêves; le réalisme déçu, battu, accablé de crimes et de fautes; la convoitise et le renoncement également bafoués ; les croyances confondues dans les camps, croix contre croix, croissant contre croissant; il y a les sceptiques eux-mêmes désarçonnés par des événements si soudains, si violents, si émouvants, et qui jouent avec nos pensées comme le chat avec la souris, — les sceptiques perdent leurs doutes, les retrouvent, les reperdent, et ne savent plus se servir des mouvements de leur esprit.

L’oscillation du navire a été si forte que les lampes les mieux suspendues se sont à la fin renversées.


Ce qui donne à la crise de l’esprit sa profondeur et sa gravité, c’est l’état dans lequel elle a trouvé le patient.

Je n’ai ni le temps ni la puissance de définir l’état intellectuel de l’Europe en 1914. Et qui oserait tracer un tableau de cet état? Le sujet est immense; il demande des connaissances de tous les ordres, une information infinie. Lorsqu’il s’agit, d’ailleurs, d’un ensemble aussi complexe, la difficulté de reconstituer le passé, même le plus récent, est toute comparable à la difficulté de construire l’avenir, même le plus proche; ou plutôt, c’est la même difficulté. Le prophète est dans le même sac que l’historien. Laissons-les-y.

Mais je n’ai besoin maintenant que du souvenir vague et général de ce qui se pensait à la veille de la guerre, des recherches qui se poursuivaient, des œuvres qui se publiaient.

Si donc je fais abstraction de tout détail et si je me borne à l’impression rapide, et à ce total naturel que donne une perception instantanée, je ne vois — rien ! — Rien, quoique ce fût un rien infiniment riche.

Les physiciens nous enseignent que dans un four porté à l’incandescence, si notre œil pouvait subsister, il ne verrait — rien. Aucune inégalité lumineuse ne demeure et ne distingue les points de l’espace. Cette formidable énergie enfermée aboutit à l’invisibilité, à l’égalité insensible. Or, une égalité de cette espèce n’est autre chose que le désordre à l’état parfait.

Et de quoi était fait ce désordre de notre Europe mentale? — De la libre coexistence dans tous les esprits cultivés des idées les plus dissemblables, des principes de vie et de connaissance les plus opposés. C’est là ce qui caractérise une époque moderne.

Je ne déteste pas de généraliser la notion de moderne et de donner ce nom à certain mode d’existence, au lieu d’en faire un pur synonyme de contemporain. Il y a dans l’histoire des moments et des lieux où nous pourrions nous introduire, nous modernes, sans troubler excessivement l’harmonie de ces temps-là, et sans y paraître des objets infiniment curieux, infiniment visibles, des êtres choquants, dissonants, inassimilables. Où notre entrée ferait le moins de sensation, là nous sommes presque chez nous. Il est clair que la Rome de Trajan, et que l’Alexandrie des Ptolémées nous absorberaient plus facilement que bien des localités moins reculées dans le temps, mais plus spécialisées dans un seul type de mœurs et entièrement consacrées à une seule race, à une seule culture et à un seul système de vie.

Eh bien! l’Europe de 1914 était peut-être arrivée à la limite de ce modernisme. Chaque cerveau d’un certain rang était un carrefour pour toutes les races de l’opinion; tout penseur, une exposition universelle de pensées. Il y avait des œuvres de l’esprit dont la richesse en contrastes et en impulsions contradictoires faisait penser aux effets d’éclairage insensé des capitales de ce temps-là : les yeux brûlent et s’ennuient... Combien de matériaux, combien de travaux, de calculs, de siècles spoliés, combien de vies hétérogènes additionnées a-t-il fallu pour que ce carnaval fût possible et fût intronisé comme forme de la suprême sagesse et triomphe de l’humanité?


Dans tel livre de cette époque — et non des plus médiocres — on trouve, sans aucun effort : — une influence des ballets russes, — un peu du style sombre de Pascal, — beaucoup d’impressions du type Goncourt, quelque chose de Nietzsche, — quelque chose de Rimbaud, — certains effets dus à la fréquentation des peintres, et parfois le ton des publications scientifiques, — le tout parfumé d’un je ne sais quoi de britannique difficile à doser !... Observons, en passant, que dans chacun des composants de cette mixture, on trouverait bien d’autres corps. Inutile de les rechercher : ce serait répéter ce que je viens de dire sur le modernisme, et faire toute l’histoire mentale de l’Europe.

Maintenant, sur une immense terrasse d’Elsinore, qui va de Bâle à Cologne, qui touche aux sables de Nieuport, aux marais de la Somme, aux craies de Champagne, aux granits d’Alsace, — l’Hamlet européen regarde des millions de spectres.

Mais il est un Hamlet intellectuel. Il médite sur la vie et la mort des vérités. Il a pour fantômes tous les objets de nos controverses; il a pour remords tous les titres de notre gloire; il est accablé sous le poids des découvertes, des connaissances, incapable de se reprendre à cette activité illimitée. Il songe à l’ennui de recommencer le passé, à la folie de vouloir innover toujours. Il chancelle entre les deux abîmes, car deux dangers ne cessent de menacer le monde : l’ordre et le désordre.

S’il saisit un crâne, c’est un crâne illustre. — Whose was it ? — Celui-ci fut Lionardo. Il inventa l’homme volant, mais l’homme volant n’a pas précisément servi les intentions de l’inventeur : nous savons que l’homme volant monté sur son grand cygne (il grande uccello sopra del dosso del suo magnio cecero) a, de nos jours, d’autres emplois que d’aller prendre de la neige à la cime des monts pour la jeter, pendant les jours de chaleur, sur le pavé des villes... Et cet autre crâne est celui de Leibniz qui rêva de la paix universelle. Et celui-ci fut Kant, Kant qui genuit Hegel qui genuit Marx qui genuit...

Hamlet ne sait trop que faire de tous ces crânes. Mais s’il les abandonne!... Va-t-il cesser d’être lui-même? Son esprit affreusement clairvoyant contemple le passage de la guerre à la paix. Ce passage est plus obscur, plus dangereux que le passage de la paix à la guerre; tous les peuples en sont troublés. « Et moi, se dit-il, moi, l’intellect européen, que vais-je devenir?... Et qu’est-ce que la paix? La paix est peut-être, l’état de choses dans lequel l’hostilité naturelle des hommes entre eux se manifeste par de créations, au lieu de se traduire par des destructions comme fait la guerre. C’est le temps d’une concurrence créatrice, et de la lutte des productions. Mais Moi, ne suis-je pas fatigué de produire? N’ai-je pas épuisé le désir des tentatives extrêmes et n’ai-je pas abusé des savants mélanges? Faut-il laisser de côté mes devoirs difficiles et mes ambitions transcendantes? Dois-je suivre le mouvement et faire comme Polonius, qui dirige maintenant un grand journal? comme Laertes, qui est quelque part dans l’aviation? comme Rosencrantz, qui fait je ne sais quoi sous un nom russe?

— Adieu, fantômes ! Le monde n’a plus besoin de vous. Ni de moi. Le monde, qui baptise du nom de progrès sa tendance à une précision fatale, cherche à unir aux bienfaits de la vie les avantages de la mort. Une certaine confusion règne encore, mais encore un peu de temps et tout s’éclaircira; nous verrons enfin apparaître le miracle d’une société animale, une parfaite et définitive fourmilière."
http://www.historyguide.org/europe/valery.html

ARBEIT MACHT FREI

ARBEIT MACHT FREI

Hoje, ao ler os jornais deparei-me com a notícia que a - infelizmente célebre - inscrição “Arbeit macht frei” (“o trabalho liberta”) - o slogan nazi colocado nos portões de vários campos de concentração -, existente na entrada do campo de concentração nazi de Auschwitz, no sul da Polónia, tinha sido roubada.

Por uma inexplicável parvoíce matinal - talvez - a primeira coisa com que me questionei, após ler a notícia, é se ela - a inscrição - tinha sido roubada, furtada, ou profanada... de todo o modo, e salvo as minhas interrogações irrelevantes, os responsáveis pelo campo, que é actualmente um museu, colocaram de imediato uma réplica da inscrição no portão.

Segundo consta havia já um “Arbeit macht frei” suplente. O qual fora usada já antes, aquando da reparação do original, feito em ferro forjado por prisioneiros judeus, no início da década de 1940.

Agora surge-me a, quase desrespeitosa dúvida, irónica... Será que colocaram ao pé da réplica um aviso, "este já não é original"... De facto, é uma interessante ironia natalícia.

Vinte crianças morrem, a cada minuto devido à pobreza. "Uma em cada seis crianças sofre de fome, uma em cada sete não tem cuidados de saúde, uma em cada cinco está privada de água potável e uma em cada três não possui instalações sanitárias. Mais de 640 milhões vivem em habitações sobrelotadas e 300 milhões não têm acesso à televisão, rádio, telefone ou jornais".1

A cada dia, 100 mil pessoas morrem de fome. 2

1.http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=14077
2.
http://www.midiaindependente.org/es/blue/2003/11/268433.shtml

 
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